Empurrar a solidão até ao pico do monte,
Assistir à sua queda devido ao peso excessivo,
Voltar a empurrá-la montanha acima,
Para voltar e vê-la cair de novo.
-fora essa a condenação dos deuses-
Sempre numa cadência repetitiva, absurda e inútil.
Caricatura de trabalho alienante e de esperança perdida.
Demanda filosófica: encontrar "o sentido da vida".
Premissa muito próxima da conclusão:
O presente não existe; o futuro é amanhã...
Só o passado...e a morte têm vidas próprias.
("o sentido da vida" -a confiar numa velha bruxa-
mora muito para além da linha do horizonte)
Raul Leite, Setembro de 2015
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