As manhãs dos dias de verão,
Mesmo quando o sol joga às escondidas-
São dádivas que convém abraçar em plenitude.
Os cães e os poetas, perdem-se extasiados
Com fins de tarde pintados de várias cores.
(eles lá sabem...)
Rejubilo com manhãs atrevidas de verão,
Quando o sangue pulsa ao ritmo
de quem vive no embaraço do ciúme.
Já pertenci ao grupo dos que acham
que a vida só começa"a las cinco de la tarde".
Hoje, vejo, claramente visto,
que manhãs de verão,
cheiram a café e a feriado nacional.
Raul Leite, Julho de 2014
Assuntos indiferenciados. Tentativa de me obrigar a escrever um poema todos os dias úteis (nos dias inúteis, transformo-me num zombie...como os demais)
sábado, 18 de julho de 2015
Sete fadas me fadaram...
Encetar a nobre tarefa de consertar o mundo-
Escalar a mais alta montanha. (ou montinho?)
Descascar uma cebola.
Guardar segredo da fonte da juventude.
Fazer exercício físico e mental (à escolha...)
Dos mares, cavalgar a onda mágica da sorte.
-na mira de cair nos braços de sereia desafinada-
Soltar o Dragão adormecido que há em nós.
Descobrir a distância mais curta para chegar a ti.
E cumprir estas façanhas...enquanto o diabo se ri.
Raul Leite, Julho de 2015
Escalar a mais alta montanha. (ou montinho?)
Descascar uma cebola.
Guardar segredo da fonte da juventude.
Fazer exercício físico e mental (à escolha...)
Dos mares, cavalgar a onda mágica da sorte.
-na mira de cair nos braços de sereia desafinada-
Soltar o Dragão adormecido que há em nós.
Descobrir a distância mais curta para chegar a ti.
E cumprir estas façanhas...enquanto o diabo se ri.
Raul Leite, Julho de 2015
Arte ou artifício?
Falar das flores
de nossos jardins imaginários.
Da arquitectura sublime e serena
da mais humilde catedral.
Dos cânticos de louvor à natureza.
Da beleza intrínseca da mulher...
Temas gloriosos que a poesia embala,
alimenta e enobrece.
(apologia do belo, do útil, do humano)
Ao contrário, o poema, casa mal
com o verdadeiro circo de horrores,
Em forma de guerra, prepotência, desatino...
(apologia do lado negro da lua)
Raul Leite, 15/07/2015
sábado, 11 de julho de 2015
O silêncio é de oiro
Falaste-me da chuva...
Logo o céu chorou lágrimas diamantinas.
Disseste horrores do vento Norte...
Que logo surgiu, submisso, a beijar-te os cabelos.
Evocaste os céus e a fé...
Logo o pecado te fez estátua nua em noite de inverno.
Disseste da fome de saber...
O que se diz da ignorância e do poder da moeda.
Falaste da caridade...
E logo a cidade mandou tocar os sinos da indiferença.
Evocaste "a nudez crua da verdade"...
Sem providenciares o manto diáfano da cupidez.
Disseste da bondade, música...e da alegria, máscara!
Do abraço...Já!...e do beijo...Sempre!
(e lavraste em acta: o beijo, deverá ser servido
em taça de prata dentro e fora das refeições)
Raul Leite, 10/07/2015
Logo o céu chorou lágrimas diamantinas.
Disseste horrores do vento Norte...
Que logo surgiu, submisso, a beijar-te os cabelos.
Evocaste os céus e a fé...
Logo o pecado te fez estátua nua em noite de inverno.
Disseste da fome de saber...
O que se diz da ignorância e do poder da moeda.
Falaste da caridade...
E logo a cidade mandou tocar os sinos da indiferença.
Evocaste "a nudez crua da verdade"...
Sem providenciares o manto diáfano da cupidez.
Disseste da bondade, música...e da alegria, máscara!
Do abraço...Já!...e do beijo...Sempre!
(e lavraste em acta: o beijo, deverá ser servido
em taça de prata dentro e fora das refeições)
Raul Leite, 10/07/2015
domingo, 5 de julho de 2015
Oásis
Tu és a minha casa
Muralha do meu castelo,
Meu aconchego,
Meu arrepio,
Meu gelado no inferno.
Meu farol,
Meu rumo,
Minha ilha do tesouro.
Minha descoberta
do caminho marítimo
para o delírio,
para a perfeição...
Mais que imperfeita!
Raul Leite, Maio de 2015
Muralha do meu castelo,
Meu aconchego,
Meu arrepio,
Meu gelado no inferno.
Meu farol,
Meu rumo,
Minha ilha do tesouro.
Minha descoberta
do caminho marítimo
para o delírio,
para a perfeição...
Mais que imperfeita!
Raul Leite, Maio de 2015
A Ilha
Manhã límpida, fresca...
O místério das sombras
Desvanece.
e tudo se articula
Qual puzle de contornos rigorosos
e obra acabada.
Ancorei numa ilha
Cercada de mágoa por todos os lados,
menos por um:
Aquele teu jeito de semear sorrisos
Mesmo que os céus anunciem tempestade.
Raul Leite, Maio de 2015
O místério das sombras
Desvanece.
e tudo se articula
Qual puzle de contornos rigorosos
e obra acabada.
Ancorei numa ilha
Cercada de mágoa por todos os lados,
menos por um:
Aquele teu jeito de semear sorrisos
Mesmo que os céus anunciem tempestade.
Raul Leite, Maio de 2015
Rosa dos ventos
(Quero...quero...quero...)
Quero...
Mergulhar em teus lagos de prazer,
Em teus olhos onde o céu se desnuda.
Em tua selva de peugadas virgens...
Teu Himalaia, meu Everest de vertigens.
Quero...
Estudar a geografia de teu corpo,
Fauna e flora, planícies e relevos...
Mares de volúpia, tempestades de mau porte,
Rosa dos ventos que me faz perder o Norte!
Quero...
Adormecer no colo de tua sombra,
Nas garras afiadas de teu sorriso.
No submundo de teus credos e desejos,
No SENTIDO PROÍBIDO de teus beijos.
Raul Leite, Maio de 2015
Quero...
Mergulhar em teus lagos de prazer,
Em teus olhos onde o céu se desnuda.
Em tua selva de peugadas virgens...
Teu Himalaia, meu Everest de vertigens.
Quero...
Estudar a geografia de teu corpo,
Fauna e flora, planícies e relevos...
Mares de volúpia, tempestades de mau porte,
Rosa dos ventos que me faz perder o Norte!
Quero...
Adormecer no colo de tua sombra,
Nas garras afiadas de teu sorriso.
No submundo de teus credos e desejos,
No SENTIDO PROÍBIDO de teus beijos.
Raul Leite, Maio de 2015
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Quase música.
Mitigando a dor, escuto o murmúrio do silêncio.
Suave melopeia...
Intrincados, satíricos e disfuncionais
Os sonhos...
A caverna e o desejo de voltar ao ventre materno
Édipo revisitado...
Esperança de encontrar uma réstia de verdade
Alvoroço...
Dulcineia com rugas na alma e certezas no rosto
Clássico...
No limiar da fome e das descobertas inúteis
Labirinto...
Buraco negro nos confins do universo
Névoa...
Pedra preciosa nos escombros da felicidade.
Raul Leite, Junho de 2015
Suave melopeia...
Intrincados, satíricos e disfuncionais
Os sonhos...
A caverna e o desejo de voltar ao ventre materno
Édipo revisitado...
Esperança de encontrar uma réstia de verdade
Alvoroço...
Dulcineia com rugas na alma e certezas no rosto
Clássico...
No limiar da fome e das descobertas inúteis
Labirinto...
Buraco negro nos confins do universo
Névoa...
Pedra preciosa nos escombros da felicidade.
Raul Leite, Junho de 2015
Lua cheia redondinha...
A noite cerrou cortinas
Logo a manhã desperta,
Já o sol se empertiga,
E o dia vira a página
E recomeça a viagem
Ao futuro prometido.
Terra de luz e suspiros.
Às portas do entardecer
-em céu de estrelas pintado-
Já a lua periclita,
Toda de branco vestida,
Em doce Lua-de mel
E madrugadas de pecado.
Raul Leite, Junho de 2015
Logo a manhã desperta,
Já o sol se empertiga,
E o dia vira a página
E recomeça a viagem
Ao futuro prometido.
Terra de luz e suspiros.
Às portas do entardecer
-em céu de estrelas pintado-
Já a lua periclita,
Toda de branco vestida,
Em doce Lua-de mel
E madrugadas de pecado.
Raul Leite, Junho de 2015
Anjo de asa caída
Há uma graça natural e infinita
-ou não foras tu a mais bonita-
No modo rebelde do teu andar...
O sorriso matreiro e a inocência,
De quem fez do espelho a essência,
O adereço principal do teu olhar.
O espelho sorri inebriado,
Bobo da corte, folião empertigado...
Com teus modos e trejeitos sensuais.
Borboleta com alma de mariposa,
Jardim celeste, novel botão de rosa
Para gáudio de gulosos naturais.
Corre o champanhe fresco e borbulhante,
Repasto...manjar alucinante,
Hoje és mulher, dos verdes anos...lembrança!
Em destempero de jovens enamorados,
Tua demanda por mares sempre navegados,
Tu és aquela que pisa como quem dança.
(vida, alma esplendor...assim se cumpre o eterno)
Raul Leite, Junho de 2015
-ou não foras tu a mais bonita-
No modo rebelde do teu andar...
O sorriso matreiro e a inocência,
De quem fez do espelho a essência,
O adereço principal do teu olhar.
O espelho sorri inebriado,
Bobo da corte, folião empertigado...
Com teus modos e trejeitos sensuais.
Borboleta com alma de mariposa,
Jardim celeste, novel botão de rosa
Para gáudio de gulosos naturais.
Corre o champanhe fresco e borbulhante,
Repasto...manjar alucinante,
Hoje és mulher, dos verdes anos...lembrança!
Em destempero de jovens enamorados,
Tua demanda por mares sempre navegados,
Tu és aquela que pisa como quem dança.
(vida, alma esplendor...assim se cumpre o eterno)
Raul Leite, Junho de 2015
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