quinta-feira, 14 de agosto de 2014

A linguagem das flores


A inocência da açucena,
Sucumbe sob o jugo...
Dos ciúmes da orquídea.
                 
A candura da violeta
Colide com a beleza...
E os caprichos do lírio-azul.

(os lírios-azúis...
não são flor que se cheire)

Raul Leite


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Quero dizer...


De manhã subi ao monte.
À noite viajei sozinho
Nos braços de inocente lágrima. (Rleite)

                    X

No clamor dos aplausos...
O prenúncio do sabor a fel
E do abraço sinistro da solidão. (Rleite)

                   X

Vistas das estrelas...
Misérias e grandezas,
Ficam reduzidas à insignificância. (Rleite)

                  X

O azul dos céus é o verde da tinta.
O azul das uvas...
É o verde do tinto. (Rleite)

                X

Lua cheia redondinha...
Fruto de paixão escaldante
No quarto crescente. (Rleite)

               X

Esvoaçava de flor em flor
Entre juras e promessas...
Beneficiou o infractor!  (Rleite)


             X

O acto de estar vivo
Resplandece...
No sorriso de tua sombra.