Aproxima-te...
dos subterrâneos da memória,
da minha câmara de horrores...
E vê:
Todos os projectos têm a tua matriz...
todos os afectos esvanecem sem ti...
todos os rios desaguam no teu regaço...
toda a minha vida emana de ti...
Logo, cogito...
Verdes os tempos, claros os campos,
frescos os lírios, ligeiras as lágrimas,
fúteis as crenças, negras as manhãs,
silenciosos os gritos, matreira a saudade...
Não posso viver sem mim!
(e sem poisar a cabeça no teu colo)
Raul Leite, 17 de Setembro de 2014
Nota: escrevo ao abrigo da velha ortografia.
Assuntos indiferenciados. Tentativa de me obrigar a escrever um poema todos os dias úteis (nos dias inúteis, transformo-me num zombie...como os demais)
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Meia de Leite
(Insondável mistério
da "meia de leite"
clarinha/quente
da Colmeia/bar
de Gulpilhares/freg.)
Do saudável saracoteio das moças
Do sobrolho aquiescente dos velhos
Do quadrado das conversas
Do redondo estribilho da canção
Da secreta melancolia dos esgares
Da atracção indolente pelo fundo da chávena
Das glórias e misérias mal digeridas
Das miradas licenciosas bem disfarçadas
Da suprema espera de algo cintilante e indolor...
( e da vida...
embalada na voz ébria da esperança)
Raul Leite, 11/07/2004
(num guardanapo de papel que
minha filha mais velha guardou)
da "meia de leite"
clarinha/quente
da Colmeia/bar
de Gulpilhares/freg.)
Do saudável saracoteio das moças
Do sobrolho aquiescente dos velhos
Do quadrado das conversas
Do redondo estribilho da canção
Da secreta melancolia dos esgares
Da atracção indolente pelo fundo da chávena
Das glórias e misérias mal digeridas
Das miradas licenciosas bem disfarçadas
Da suprema espera de algo cintilante e indolor...
( e da vida...
embalada na voz ébria da esperança)
Raul Leite, 11/07/2004
(num guardanapo de papel que
minha filha mais velha guardou)
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