Falem-me do poeta...
E logo a vaidade se cala
Para celebrar a solidão.
Diz-me da vida e da morte...
O poeta olha na direcção da luz
E deixa as sombras para trás.
Diz-me do certo e do errado...
O poeta faz uma pirueta...
E fica com a virtude...do meio!
Diante do vazio e do silêncio...
O poeta regressa à nave mãe
E casa em segredo com a poesia.
Raul Leite,Maio de 2016