Mal o luar fecha a cortina da noite,
Logo a manhã em requebros sensuais,
Seduz estrelas que, submissas, se apagam
em desatinos voluptuosos se afagam.
Enquanto o mar, em meneios de galã,
Na descorada melancolia da manhã,
Faz as delícias de corpos sãos e febris
Jogo erótico de refinados ardis...
Ao som dolente de ilustre melodia,
Adormeço nos braços do desconforto.
Logo as gaivotas, em perfeita disfonia,
Chamam à vida o cidadão absorto.
(mar de Setembro, soturno...
celebrando o fim do Verão)
Raul Leite, Setembro de 2015
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