quinta-feira, 14 de maio de 2015

Absorto

Percorro a vida
Por ínvios caminhos...
Zombie de fato e gravata,
Mito urbano
Em acção nos subúrbios
da minha existência.

Inútil como flor bonita
Em canteiro que ninguém vê.

Vida inútil...flor inútil
Saber de cor o teu corpo
E passar ao lado
das palavras necessárias:
O meu amar-te
É o que me resta.

A minha demanda...
A minha réstia de humanidade,
Reside nesta façanha:
"o meu reino por um sorriso"

Depois...depois,
cavalgaremos a mesma nuvem
Até à mais longínqua galáxia.

Raul Leite, Maio de 2015