segunda-feira, 27 de abril de 2015

"Beijo enjeitado"

Era uma vez...um Beijo
Que vivia no desejo
De expressar o seu amor.
Beijo Tímido, Enamorado,
Frágil, débil, enfeitiçado
Pela princesa Beijaflor...
(flor caprichosa
perfume de rosa
avessa ao amor...
do Beijo Enamorado
fez "Beijo Enjeitado"
nos braços da dor)
O "Beijo Enjeitado"
Eterno enamorado
Pela Beijaflor,
Percorre a cidade
Exposto à maldade
E morre d'amor.

Raul Leite, Abril 2015
Nota: Em boa verdade, o "Beijo Enjeitado" e a Beijaflor vivem casados, felizes e recomendam-se

Dias minguados

Se me fosse dado domar o tempo,
Ousaria criar mais um "dia de semana"
Talvez aquele que deveria existir
Entre o sonso Domingo e a cruel Segunda-F.

Chamar-lhe-ia "dia de coisa nenhuma"...
Acção de bloqueio total do cérebro,
Livre do exercício penoso de pensar.

Rigor de meditação num deserto...de nada!
Em terras de coisíssima nenhuma,
Mas bem perto da miragem a que chamam
FELICIDADE.

(sono profundo no farto colo da inércia)

Raul Leite, Março de 2015