sábado, 11 de julho de 2015

O silêncio é de oiro

Falaste-me da chuva...
Logo o céu chorou lágrimas diamantinas.
Disseste horrores do vento Norte...
Que logo surgiu, submisso, a beijar-te os cabelos.
Evocaste os céus e a fé...
Logo o pecado te fez estátua nua em noite de inverno.
Disseste da fome de saber...
O que se diz da ignorância e do poder da moeda.
Falaste da caridade...
E logo a cidade mandou tocar os sinos da indiferença.
Evocaste  "a nudez crua da verdade"...
Sem providenciares o manto diáfano da cupidez.
Disseste da bondade, música...e da alegria, máscara!
Do abraço...Já!...e do beijo...Sempre!

(e lavraste em acta: o beijo, deverá ser servido
em taça de prata dentro e fora das refeições)

Raul Leite, 10/07/2015

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