quarta-feira, 1 de julho de 2015

Anjo de asa caída

Há uma graça natural e infinita
-ou não foras tu a mais bonita-
No modo rebelde do teu andar...

O sorriso matreiro e a inocência,
De quem fez do espelho a essência,
O adereço principal do teu olhar.

O espelho sorri inebriado,
Bobo da corte, folião empertigado...
Com teus modos e trejeitos sensuais.

Borboleta com alma de mariposa,
Jardim celeste, novel botão de rosa
Para gáudio de gulosos naturais.

Corre o champanhe fresco e borbulhante,
Repasto...manjar alucinante,
Hoje és mulher, dos verdes anos...lembrança!

Em destempero de jovens enamorados,
Tua demanda por mares sempre navegados,
Tu és aquela que pisa como quem dança.

(vida, alma esplendor...assim se cumpre o eterno)

Raul Leite, Junho de 2015

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