Manhãs de chumbo, praia de mar revolto,
Sal na ferida, dor pungente, sufocada,
Agonia de animal em estertor.
No deserto de oásis sem palmeiras,
Nos escombros do meu velho refúgio,
Sorvo o licor amargo de meu pranto.
Escondam inoportunos sorrisos,
Rubicundos narizes de palhaços
E o desconforto da piedade...
Este é o meu desígnio,
Esta é a minha batalha,
E, por uma vez,
QUERO FICAR SOZINHO!
(todos os oceanos são o resultado
de nossas lágrimas)
Raul Leite, Setembro de 2013
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