Aproxima-te...
dos subterrâneos da memória,
da minha câmara de horrores...
E vê:
Todos os projectos têm a tua matriz...
todos os afectos esvanecem sem ti...
todos os rios desaguam no teu regaço...
toda a minha vida emana de ti...
Logo, cogito...
Verdes os tempos, claros os campos,
frescos os lírios, ligeiras as lágrimas,
fúteis as crenças, negras as manhãs,
silenciosos os gritos, matreira a saudade...
Não posso viver sem mim!
(e sem poisar a cabeça no teu colo)
Raul Leite, 17 de Setembro de 2014
Nota: escrevo ao abrigo da velha ortografia.
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