Percorro a vida
Por ínvios caminhos...
Zombie de fato e gravata,
Mito urbano
Em acção nos subúrbios
da minha existência.
Inútil como flor bonita
Em canteiro que ninguém vê.
Vida inútil...flor inútil
Saber de cor o teu corpo
E passar ao lado
das palavras necessárias:
O meu amar-te
É o que me resta.
A minha demanda...
A minha réstia de humanidade,
Reside nesta façanha:
"o meu reino por um sorriso"
Depois...depois,
cavalgaremos a mesma nuvem
Até à mais longínqua galáxia.
Raul Leite, Maio de 2015
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