domingo, 15 de março de 2015

Canto do cisne (soneto segundo)


No inefável caminho das mimosas
O sangue aquece em constante frenesim..
Diabo à solta e damas mui virtuosas
Vassalos de EROS em venial festim.

No inefável caminho das rosas
Há poses lânguidas e mercantil paixão
O perfume almiscarado das rosas,
Falso pudor, desejos em turbilhão.

Velhos pecados, luta tenaz, desnorte,
Vertigem, vida madrasta, morte...
Cantar a vida?...Ó infernal penar!

No inefável caminho das mimosas,
Junto à praia de ondas alterosas,
O amor renasce na brisa que vem do mar.

Raul Leite Março de 2015

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