terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Mãos vazias

Só tarde, muito tarde,
-num rasgo súbito de lucidez-
Vi que a verdade e a fortuna
Dormem em sono regalado
Na palma de minha mão vazia...

E no aconchego do teu sorriso!

("até para dizer adeus
é preciso ter as mãos vazias")

Raul leite, Janeiro de 2015

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