terça-feira, 21 de maio de 2013

E não é que...

Além...
-Onde o céu acaba e o sol se deita-
Há um mundo novo, uma terra prometida,
Entre o véu da morte e o jardim celeste da vida.

Aquém...
-Em orgias de regras e convenções-
A fome dança a valsa nua da morte
E no reboliço do charme do teu decote.

Algures...
-Lago encantado onde dorme o arco-íris-
Terra do sempre e do nunca, nunca mais!
Paraíso, festim negado aos mortais.

Aqui...
-No clamor de aflitivo silêncio-
Na iminência do beco sem saída,
Chegam recados da asneira instituída.

Raul Leite, Gulpilhares, Abril 2014

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